Em novembro de 2020, o Banco Central do Brasil lançou o PIX. Em 24 horas, 7 milhões de chaves foram cadastradas. Em um mês, 60 milhões. Hoje, cinco anos depois, são 160 milhões de usuários e mais de 4 bilhões de transações por mês — mais do que o número de transações com cartão de crédito e débito combinados.
O PIX não foi apenas um produto de sucesso. Foi uma revolução silenciosa na infraestrutura financeira do país — e um modelo que está sendo estudado e copiado por bancos centrais de mais de 30 países.
Outros países tentaram criar sistemas de pagamento instantâneo antes do Brasil. A maioria falhou ou teve adoção lenta. O que o Brasil fez diferente?
Primeiro, o Banco Central tornou a participação obrigatória para instituições financeiras com mais de 500.000 clientes. Não havia opção de ficar de fora. Segundo, o sistema foi construído como infraestrutura pública — sem taxas para pessoas físicas e com taxas mínimas para empresas. Terceiro, a interface foi projetada para ser simples o suficiente para funcionar em qualquer smartphone, incluindo os mais básicos.
"O PIX democratizou o acesso ao sistema financeiro de uma forma que décadas de política pública não conseguiram. Pessoas que nunca tiveram conta bancária agora fazem transferências instantâneas." — Lucas Carvalho, economista e editor do BeatBR Digital
O Open Finance — sistema que permite que consumidores compartilhem seus dados financeiros com qualquer instituição autorizada — está criando a próxima camada de inovação. Com acesso ao histórico financeiro completo de um cliente, fintechs podem oferecer crédito, seguros e investimentos com muito mais precisão e custos menores do que os bancos tradicionais.
O Drex, a moeda digital do Banco Central brasileiro, está em fase de testes e deve ser lançado em 2026. Se bem implementado, pode criar uma infraestrutura de contratos inteligentes que transformará setores como imóveis, agronegócio e comércio exterior.